RETROSPECTIVA

Luzes da cidade

Voz mais importante do cinema brasiliense, Vladimir Carvalho tem sua filmografia completa repassada no CCBB

Por: Felipe Moraes | felipe.moraes@abril.com.br - Atualizado em

Vladimir Carvalho
O diretor paraibano: são de sua assinatura documentários como O País de São Saruê e Rock Brasília - Era de Ouro. Crédito: Junior Aragão. (Foto: Junior Aragão)

A mostra Vladimir Carvalho Doc 8.0 exibe todos os 24 filmes dirigidos pelo paraibano, entre curtas e longas-metragens. Cronista de questões sociais, históricas e políticas, o cineasta comemora seus 80 anos de vida, completados em fevereiro, com retrospectiva no CCBB. As projeções são em película e DVD. Títulos que reforçam sua importância para a identidade do documentário brasileiro também entram neste painel, como Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho, em que trabalhou como assistente de direção e produtor, e Aruanda (1960), obra roteirizada por ele e assinada por Linduarte Noronha. Construtor de pontes entre a capital e o Nordeste por meio da câmera, Carvalho tem no currículo produções sempre associadas à identidade do cinema brasiliense. Proibido pela ditadura militar e só lançado em 1979, no Festival de Brasília, O País de São Saruê (1971) revela uma reflexão sobre o povo nordestino, suas mazelas, dificuldades e tradições. Já numa fase recente, Rock Brasília - Era de Ouro (2011) registra o interesse do diretor pela geração de bandas que impactou a música nacional nos anos 80. Aqui, ele recupera momentos como o mítico show da Legião Urbana no Estádio Mané Garrincha, em 1988. As imagens revelam o ríspido desentendimento entre Renato Russo e a plateia, justamente no auge do grupo. Por ocasião de seu aniversário de 80 anos, a VEJA BRASÍLIA conversou com o cineasta em janeiro. Leia a matéria completa: http:/abr.ai/1GFZUSO. Veja a programação: Quarta (29) 19h - Vestibular 70 e Brasília segundo Feldman (34 min) Debate com o curador Sérgio Moriconi, o crítico Rodrigo Fonseca, o professor e escritor João Luiz Vieira e o homenageado Vladimir Carvalho Quinta (30) 19h - Sertão seco - programa 1: Aruanda (Linduarte Noronha), Romeiros da Guia, A Bolandeira, Incelência para um Trem de Ferro - 65 min 20h30 - Rock Brasília - Era de Ouro - 111 min Sexta (1º de maio) 19h - Sertão molhado I - Vestibular 70, O Espírito Criador do Povo Brasileiro; Itinerário Niemeyer e Vila Boa de Goyaz - 75 min 21h - O Engenho de Zé Lins - 80 min Sábado (2) 16h - Conterrâneos Velhos de Guerra - 175 min 20h - O País de São Saruê - 85 min Domingo (3) 18h - Um Olhar Solidário e Ariano Suassuna - Aula Espetáculo - 76 min 20h - Cabra Marcado para Morrer (Eduardo Coutinho) - 120 min Segunda (4) 19h - Sertão seco - programa 2: A Pedra da Riqueza, Pankararu de Brejo dos Padres, No Galope da Viola - 75 min 20h40 - O Evangelho Segundo Teotônio - 90 min Quarta (6) 19h - O Homem de Areia - 109 min 21h15 - Barra 68, Sem Perder a Ternura - 82 min Quinta (7) 19h - Opinião Pública (Arnaldo Jabor) - 75 min 20h40 - O Evangelho Segundo Teotônio - 90 min Sexta (8) 19h - O Homem de Areia - 109 min 21h15 - O País de São Saruê - 85 min Sábado (9) 18h - Sertão molhado II - Quilombo, Mutirão, A Paisagem Natural, Zum-Zum, com os Pés no Futuro e Brasília Segundo Feldman - 77 min 20h - Rock Brasília - Era de Ouro - 111 min Domingo (10) 16h - Conterrâneos Velhos de Guerra - 175 min 20h - O Engenho de Zé Lins - 80 min Segunda (11) 19h - Cabra Marcado para Morrer (Eduardo Coutinho) - 120 min 21h20 - Barra 68, Sem Perder a Ternura - 82 min Centro Cultural Banco do Brasil - Cinema. Setor de Clubes Esportivos Sul, trecho 2, lote 22, 3108-7600. A partir de quarta (29), 19h. Sessões entre quarta e segunda. R$ 4,00. Até 11 de maio. 12 anos.

Fonte: VEJA BRASÍLIA