SHOWS

Caras, bocas e acordes

Baixista da Steel Panther, escalada para abrir a apresentação da Kiss em Brasília, Lexxi Foxx fala sobre o legado do rock de arena

Por: Felipe Moraes | felipe.moraes@abril.com.br - Atualizado em

Steel Panther
Lexxi Foxx, Satchel, Michael Starr e Stix Zadinia: bom humor e paródia. Crédito: Divulgação. (Foto: Divulgação)

Formado no começo da década passada, na Califórnia, o grupo Steel Panther viaja no tempo em busca de inspiração para agitar os roqueiros de hoje. Cortes de cabelo antiquados, caretas e letras cômicas (com alguns títulos impronunciáveis) revelam constantes paródias do chamado glam metal, estilo tipicamente oitentista e associado a bandas como Aerosmith e Bon Jovi. Não à toa, o quarteto está escalado para abrir o primeiro show do Kiss na cidade, atração tão famosa pelos modelitos de couro e pelas maquiagens em preto e branco. Os brasilienses da Raimundos dão uma cor local à apresentação, marcada para esta sexta (24), às 20h, no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha. Membro do Steel Panther, o baixista Lexxi Foxx celebra o legado do Kiss e fala sobre as letras engraçadas de sua banda neste breve papo com VEJA BRASÍLIA: Como é estar na mesma turnê com a Kiss, uma banda tão influente no som de vocês? Eu acho muito legal. Apenas adoramos fazer parte disso, dividir um lugar com eles e também viajar com eles. É uma das melhores bandas de todos os tempos. Eu uso maquiagem, cubro lábios, olhos, coisas do tipo, e eles colocam aquelas maquiagens estranhas. Muitas bandas dos anos noventa em diante têm um visual muito parecido, como Nirvana e Pearl Jam. O maneiro do Kiss é que você sabe que aqueles caras são da banda. O glam rock é um fenômeno marcante entre o fim dos anos 70 e a década seguinte. Para você, qual o elemento mais atraente desse gênero? Ninguém mais faz glam rock hoje - nem desde os anos 90. Acho que trazemos de volta algo de que as pessoas gostam. É um estilo musical muito legal. Não há DJ, caras arranhando discos ou fazendo rap - não que haja algo de errado em fazer isso tudo. Mas achamos melhor nos basearmos em guitarras e bateria, uma sonoridade que todos nós crescemos ouvindo. Coisas como Bruce Springsteen, por exemplo. E o melhor é que ficamos com ar malicioso quando tocamos glam rock. Não como as meninas conseguem, mas algo próximo disso. E alcançamos isso por meio da maquiagem. Vocês são conhecidos pelas letras cômicas e explícitas referências sexuais, como nas canções You're Beautiful When You Don't Talk e Gangbang at the Old Folks Home. Acha que falta bom humor ao rock mainstream atual? Legal que as pessoas achem isso da gente. Nós cantamos sobre os mesmos temas que o Kiss, sabe - como sexo e festas. Só que vamos direto ao ponto. No passado, eu não sabia que Love Gun (música do Kiss) era sobre sexo. Oh, meu Deus! (risos) Não nos escondemos atrás de certas palavras. Queremos apenas garantir que as pessoas curtam nossos shows, mas entendam o que estamos dizendo. Estádio Nacional Mané Garrincha - Estacionamento. Complexo Poliesportivo Ayrton Senna, 3703-4584. Sexta (24), 20h. R$ 320,00 (pista) e R$ 520,00 (pista premium). Ingressos à venda na Central de Ingressos (Brasília Shopping) e pelo site diversaobrasil.com.br. Os portões abrem às 18h30. 16 anos.

Fonte: VEJA BRASÍLIA